quinta-feira, 5 de junho de 2008


Roupas coloridas, sorrisos. Lenços, cabelos arrepiados. Objetos fluorescentes. Botas e maquiagens fortes. Mentalidade livre de preconceitos e regras. Melodias individuais e universais, feitas para serem sentidas. Música para ouvir e dançar. Astrix, GMS e Eskimo.

As Raves explodiram em 1988, (as primeiras aconteceram em Manchester, na Inglaterra, em fins de 1987 ). Logo após, o fenômeno se espalha pela Alemanha, principalmente Berlim. Nos EUA, as festas chegam em 1991. Mas toda a cena da Inglaterra no final dos 80 era chamada de acid house party, o nome"rave" não existia.

O conceito rave foi formatado em festas ao ar livre fora das cidades ou em galpões abandonados da periferia, ao som da música eletrônica. Era uma festa pouco divulgada e acontecia em locais de difícil acesso. Só entrava na festa quem sabia o line-up e sobre o movimento.Naquela época quanto menos divulgada melhor.

A maioria das pessoas busca em festas raves, uma experiência libertadora. Os jovens começaram a encantar-se por este novo ambiente alternativo que se vivia em florestas e espaços mágicos cheios de luz fluorescente e mistério. Os amantes da música eletrônica usam da tecnologia para acelerar a percepção do prazer, é uma forma de se libertar da experiência estressante do dia-a-dia e viver várias visões de drama, vitalidade e alegria.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Procurando minha “tribo”...

Dessa vez embarquei na “tribo” da Carlinha.
Ela me disse: Vai com roupa bem leve, você tem que se sentir à vontade.
Já pensei no meu “sapato da vovó”.
E antes de desligar o telefone minha amiga completou: Oh... A festa vai até 14:00hs!
Comecei a ficar confusa.


Chegando lá na festa da galera da Carlinha, que lindo!
Tinha uma decoração super bonita, colorida, tinha até malabaristas.
Pensei: Gente, é um circo ou um parque de diversão?

Carlinha foi me puxando em direção a uma roda de amigos, e me apresentou.
O pessoal veio me abraçando, dizendo “seja bem vinda”. Ai comecei a me soltar.
As meninas usavam botas de plataforma, cartucheiras e óculos de sol (a noite?). Outras usavam vestidinhos estilo hippie e chinelinhos.
Já os meninos vestiam bermudão ou calça jeans e blusas indianas.

Depois de me socializar comecei a reparar no palco e nas músicas tocadas.
Tinha um Dj que tocava música eletrônica e telões que passavam imagens muito loucas!
Tinha Ets, cogumelos, imagens de pessoas de todas as raças, mapa mundi e até do nosso cérebro!
Quando percebi, meu corpo balançava de um lado para o outro no ritmo da música.

Eram 5:00hs quando reparei que Carlinha dançava descontroladamente e sorria. Parecia uma criança, brincava com os amigos.
Seu cabelo já estava amarrado, ela também tinha um óculos de sol e estava descalça! Vê se pode!
Olhei bem para ela e pensei: Boa manhã... Que vai durar bastante!

domingo, 1 de junho de 2008

DICIONÁRIO DA MICARETA

Abadá - Vestuário obrigatório na Micareta. Normalmente em forma de regata.
Ir Patrão - Ir à micareta com entrada VIP, com open bar gratuito.
Barangar - Beijar uma pessoa que não é considerada "bonita".
Beijar a Roda - Beijar pessoas de um mesmo grupo de amigos ou amigas.
Colar/Chegar - Se aproximar de alguém, para tentar ganhar um beijo.
Chegar beijando - O nome já diz tudo, se aproximar de alguém e já beijar de cara, sem conversa alguma.
Pegar - Beijar.
Chicleteiro - Micareteiros viciados em Chiclete com Banana.
Levar bolo para a festa - Ir com o namorado ou com a namorada.
Tomar Bota - Se aproximar da pessoa e não conseguir ganhar um beijo.
2 dígitos - Beijar mais de 9 pessoas e menos de 100.
3 dígitos - Beijar mais de 100 pessoas.
Zerar - Não beijar ninguém na balada.
Casar - Beijar uma única pessoa por muito tempo na micareta.
Passar o Rodo - Beijar vária(o)s menina(o)s durante o evento, com o objetivo de chegar aos "2 dígitos".
Esquenta ou concentra - Beber antes de entrar na micareta.
Panguar - Deixar uma oportunidade boa passar, como por exemplo, uma menina bonita chamar para uma conversa e o homem não vai.
Bodiar - Por diferentes motivos, como passar mal ou estar cansado, a pessoa desiste de curtir a micareta.

http://www.obaoba.com.br/especiais/micareta/index.asp

sábado, 31 de maio de 2008


Axé, abadás, pegação, paqueras, trio elétrico, tênis, descontração, foliões. Carnaval o ano inteiro. "Pegar" 15 garotas numa festa. Spray "anti-séptico". Dançar até não agüentar mais. Muita aguá e frutas. Banda Eva, Chiclete com Banana, Jamil e Uma Noites, Asa de Águia, Ivete Sangalo e Cláudia Leite.
As micaretas, que acontecem todos os meses do ano, podem ser feitas a céu aberto, com artistas do axé music comandando a festa de cima dos trios elétricos ou em grandes casas de shows; lugares que propiciam momentos de festa, de liberar toda a energia e de se divertir muito. Alguns desembolsam verdadeiras boladas para verem de perto seu ídolo preferido, enquanto outros querem mais é curtir a folia sem gastar muito, na pipoca.
Se, por acaso, no meio de uma multidão você encontrar alguém que nada conhece do axé, não se assuste. Além dos fãs desse tipo de festa, existem aqueles que procuram os "carnavais fora de época" pelo clima de folia. São fãs de música eletrônica, freqüentadores de bailes funk, ou gente que nunca comprou um CD de axé na vida, mas que está lá para se divertir.


Origem:

Quem pensa que a palavra Micareta é uma criação tipicamente brasileira se engana. Na verdade, tudo começou com uma antiga festa francesa, a Mi-carême, que acontecia no país desde o século XV, sempre no meio da quarentena - período que antecede a Páscoa.
Este modelo europeu inventou o conceito de "carnaval fora de época", já que antes, o evento acontecia apenas em sua data oficial, no começo do ano. Seu objetivo era integrar a comunidade, sem seguir rigorosamente o dogma religioso de purificação durante quarenta dias antes do renascimento de Cristo.
O primeiro contato brasileiro com o termo se deu na cidade baiana de Jacobina, em 1933, quando o jornal local "O Lidador" passou a estimular a realização de novas celebrações na cidade, inspirado pelo modelo francês.
Com a popularização dos carnavais fora de época jacobinenses, em 35, o mesmo periódico aportuguesou a Mi-carême (que significa, literalmente, Meia-quarentena), transformando-a em Micareta
Até os anos 90 a folia ficou restrita aos baianos, depois ganhou os holofotes em todo o Brasil e se transformou em uma febre entre os universitários e jovens em geral, de estados como Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, entre outros.


Saiba mais:

segunda-feira, 26 de maio de 2008

(...)

Bom, lá da tal concentração nós já saímos um pouco tonta... Tinha um tal de batidão... Que as meninas viravam sem dó!
Fui com elas...

Bem abastecidas (foi assim que Júlia nos definiu) fomos para o grande evento. Chegamos lá... Nossa quanta gente! Comecei a ficar com fobia, mas Aninha apertou minha mão e entramos na muvuca em direção a entrada. Era tanto menino puxando nosso cabelo, agarrando nosso pescoço. Não entendi nada.

Quando conseguimos entrar já estava quase na hora do show. No meio do caminho em direção ao trio elétrico Júlia parou para conversar com uma turma de amigos. Fiquei mais afastada (até então não sabia que em micareta tem que andar sempre em “bando”) esperando elas, pois não conhecia os meninos.

Quando de repente a música parou e alguém gritou: com vocês... Ivete Sangalo.
Percebi tarde. Quando olhei para trás tinha muita gente correndo na minha direção.
Gritavam, pulavam... E eu, assustada, não soube o que fazer. Rezei!
Só lembro da Aninha gritando: Joana... Corre!
Tentei correr junto com o bando, mas era muita gente...Todos frenéticos!
E fui atropelada, literalmente.
Resultado... Fui para o chão e cortei meu braço.

Foi o segundo momento que fiquei com medo. O primeiro foi quando um cara muito forte me agarrou pela cintura e disse que ia me levar para casa. Eu ia chorar quando Aninha me salvou... E ficou com ele!
Mas já que eu tava na chuva... Fui me molhar.
Fomos assistir ao show... Fiquei ainda mais assustada... Algumas meninas choravam... Levantavam bandeira escrito “Ivete eu te amo”... Outras beijavam os meninos... Aliás... Aninha já tava no quinto, se eu não perdi nada.

Ai que eu reparei: eu era a única de calça jeans e sapato da vovó. As meninas usavam short jeans, tênis e a tal da purpurina.
Os meninos?A maioria sem camisa... Musculosos e com veias saltantes, que dava até medo!

Pensei: que “tribo” estranha! Ai parei de frescura e fui ser social.
Comecei perguntando Aninha... Porque ficar com tantos meninos...
E ela disse: por que beijar na boca é bom...
Respondi: Hum... Entendi!
Vi que ali não era para dialogar... Era para beijar e dançar. Diálogo só que levavam ao beijo.

Bom, querem saber como foi nosso fim?
Braço cortado. Aninha apaixonada por 10 meninos... Pasmem... 10 meninos!Que ela nem lembra o nome direito. Júlia subiu no palco e dançou com Ivete e Mariana, foi dançar “caranguejo”, sabe aquela música: segura na corda do caranguejo... Pra lá... E no pra cá ela caiu na frente do trio e... Junto com mais doze. Torceu o pé... E “pegou” o enfermeiro da ambulância.

domingo, 25 de maio de 2008

Em busca da minha "tribo"

Aninha me ligou: Vamos num micareta semana que vem?
Eu já tinha ouvido falar antes, sabia que tocava axé... Chiclete com banana... Ivete Sangalo... E topei! Quem sabe lá eu não encontraria minha “tribo”?
Fui comprar meu ingresso num shopping entupido de gente... Também atrás do ingresso, que não era barato não. Que fila... Mas consegui! Comprei feliz da vida...
Ai era só expectativa...

Chegou o grande dia.
Aninha me ligou cedinho perguntando se eu tinha “personalizado” meu abadá.
Eu disse que não sabia fazer isso. Foi o necessário para ela chegar com mais duas meninas, tesoura, linha e agulha. E corta dali... Corta de lá...
Júlia, amiga de Aninha, que agora já me chamava de amiga disse: Se arruma micaretera que 14:00 hs estamos passando aqui...
Eu só consegui responder: Ta bom... Amiga!

Não entendi o porquê de estar pronta tão cedo... Se o show da Ivete Sangalo estava marcado para 18:00 hs, mas não questionei.
Então coloquei minha calça jeans, meu sapato "da vovó" (minha irmã sempre fala isso, vive dizendo que sou muito brega). Maquiei bem leve meu rosto, pus aquele pedaço de pano que chamavam de “abadá” e pronto...estava arrumada!

14:00 hs Aninha me ligou: Vamos menina!
Eu respondi: Então vamos!
Tudo bem que não sabia para onde... Mas fui.

Dentro do carro, percebi que eu era a única de calça e sem pircing no umbigo.
A Júlia olhou para mim e disse: É a sua primeira vez né?
Eu disse sem graça que sim...
Ela tirou um mega estojo de maquiagem da bolsa... E começou a passar tudo rosa...Purpurina...no meu rosto!
Enquanto eu era preparada para ser uma micaretera de verdade, perguntei sem graça onde estávamos indo.
Ai mariana, a segunda amiga, falou que era um “concentra”. Não sabia que as “tribos” concentravam-se antes dos seus rituais. Saí do carro igual a barbie da minha prima Duda.

(...)

quarta-feira, 21 de maio de 2008

"Tenho várias caras. Uma é quase bonita, outra é quase feia.
Sou um o quê? Um quase tudo".

Clarice Lispector